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Metas climáticas como critério de competitividade: o que a validação pela SBTi representa na prática
Publicado por Janaina Gasparini · 09/03/2026 · 0 comentário(s)

A SBTi deixou de ser uma sigla técnica restrita a relatórios de sustentabilidade para se tornar um fator estratégico de competitividade para muitas empresas.
A agenda climática já não é apenas um tema institucional. É uma variável operacional que influencia acesso a capital, mercados e cadeias globais de fornecimento.
Nos últimos anos, empresas passaram a operar sob:
- Maior pressão regulatória;
- Exigências de grandes compradores;
- Critérios ESG de investidores;
- Rigorosos padrões de auditoria.
Paralelamente, eventos climáticos extremos, instabilidade logística e aumento dos custos energéticos passaram a impactar resultados financeiros e previsibilidade operacional.
Nesse contexto, metas climáticas não são mais um discurso de posicionamento. Hoje são critérios de acesso a mercados, contratos e financiamentos.
Organizações que não conseguem comprovar sua estratégia de redução de emissões enfrentam maior exposição regulatória, restrições comerciais e perda de competitividade.
É nesse cenário que surgem as metas baseadas na ciência, como a SBTi.
O que é a Science Based Targets initiative (SBTi)

A Science Based Targets initiative (SBTi) é uma organização internacional que valida metas corporativas de redução de emissões alinhadas às recomendações científicas para limitar o aquecimento global.
A validação exige metas:
- Conforme metodologias reconhecidas internacionalmente;
- Mensuráveis e verificáveis;
- Com prazos definidos;
- Alinhadas ao GHG Protocol.
Diferentemente de compromissos autodeclaratórios, as metas aprovadas pela SBTi passam por avaliação técnica independente, inventários estruturados e monitoramento contínuo.
Esse processo reduz o risco de greenwashing e fortalece a credibilidade das estratégias climáticas adotadas.
Impacto nas cadeias produtivas
Metas baseadas na ciência não impactam apenas a operação interna da empresa. Elas reorganizam toda a cadeia produtiva.
A adoção dessas metas influencia diretamente decisões sobre energia, materiais, processos, logística e escolha de fornecedores.
Logo, para reduzir emissões de forma consistente, é necessário rever contratos, critérios de compra, padrões de transporte e modelos operacionais.
Esse processo gera um efeito em cascata.
À medida que a empresa estrutura sua própria estratégia climática, passa a exigir maior transparência, rastreabilidade e compromisso ambiental de seus parceiros, que também precisam se adaptar para manter competitividade.
Como resultado, metas climáticas:
- Elevam o nível técnico do setor;
- Estimulam inovação, eficiência e controle de processos.
Consequentemente, representam uma transformação estrutural da operação.
Influência nas decisões de compra

Empresas comprometidas com a redução de emissões precisam priorizar parceiros capazes de oferecer dados confiáveis, processos estruturados e metas formalizadas.
Nesse cenário, critérios ambientais passam a integrar decisões de compra de forma objetiva, ao lado de custo, qualidade e capacidade produtiva.
Logo, fornecedores alinhados à SBTi facilitam:
- Consolidação de inventários corporativos;
- Auditorias ambientais;
- Relatórios regulatórios;
- Monitoramento do Escopo 3;
- Redução de riscos contratuais.
Assim, a sustentabilidade deixa de ser um diferencial reputacional e passa a funcionar como requisito técnico para relacionamento comercial.
Relação com o Escopo 3 dos clientes
O Escopo 3 contempla as emissões indiretas associadas à cadeia de valor, incluindo matérias-primas, fornecedores, transporte e uso dos produtos.
Para a maioria das organizações, esse escopo representa a maior parcela da pegada de carbono.
Ao reduzir e comprovar suas próprias emissões, a Ultra Displays contribui diretamente para o inventário de carbono de seus clientes.
Na prática, ao contratar um fornecedor alinhado à SBTi, o cliente:
- Reduz seu impacto indireto;
- Melhora a qualidade dos dados ambientais;
- Facilita processos de reporte e auditoria;
- Fortalece sua governança e compliance.
A atuação do fornecedor passa a influenciar diretamente a eficiência da gestão ambiental dos parceiros, tornando todo o sistema mais integrado, confiável e previsível.
Redução de risco regulatório e reputacional
Metas validadas pela SBTi seguem metodologias reconhecidas internacionalmente e baseadas na ciência climática. Esse processo:
- Diferencia compromissos técnicos de ações autodeclaratórias;
- Contribui para a adaptação mais rápida a novas exigências legais;
- Reduz a exposição jurídica;
- Mitiga riscos de greenwashing;
- Evita crises de imagem;
- Fortalece a confiança de clientes, investidores e parceiros.
Nesse sentido, a SBTi deve ser compreendida como uma ferramenta de proteção institucional e estratégica, e não apenas como um selo.
Acima de tudo, trata-se de um instrumento de governança e gestão de risco.
Compromisso ambiental da Ultra Displays
Desde 13 de novembro de 2025, a Ultra Displays integra a lista de empresas com metas climáticas validadas pela SBTi.
A validação formaliza uma estratégia baseada em critérios técnicos, dados auditáveis e prazos definidos. Além disso, está alinhada às recomendações científicas para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
As metas aprovadas contemplam:
- Redução de 63% das emissões de GEE dos escopos 1 e 2 até 2035;
- Medição e redução das emissões do Escopo 3;
- Ano-base: 2024.
Esses compromissos exigem inventário estruturado, monitoramento contínuo e revisão permanente dos processos produtivos, energéticos e logísticos.
A validação consolida uma trajetória mensurável, verificável e alinhada às exigências atuais de governança, compliance e gestão de risco.
Verifique o compromisso da Ultra Displays no dashboard oficial do SBTi.
Sustentabilidade como variável estrutural de negócio
Em um ambiente de maior rigor regulatório e crescente pressão sobre cadeias produtivas, metas baseadas na ciência devem integrar a lógica operacional das empresas.
Consequentemente, alinhamento climático, governança e competitividade tornam-se elementos interdependentes.
Mais do que cumprir requisitos, trata-se de estruturar o negócio para operar com previsibilidade, rastreabilidade e coerência técnica em um mercado cada vez mais exigente.
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